quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

SUPERINTENDENTE DO HOSPITAL REGIONAL DE ITABAIANA SE PRONUNCIA SOBRE INSPEÇÃO DO COREN NA UNIDADE



Dr. Darcy Tavares Pinto - Superintendente



Consultado sobre a inspeção do Conselho Regional de Enfermagem – COREN no Hospital Regional de Itabaiana que ocorreu na última terça-feira 02/02, o médico ortopedista e Superintendente Dr. Darcy Tavares Pinto considera normal e uma atividade rotineira do Conselho, porém estranha que tenha sido à noite fora do horário de trabalho do setor administrativo responsável pela adoção de medidas no caso de haver necessidade de adequação a possíveis inequações que venham a ser constatada comumente em uma fiscalização deste tipo, e maior estranheza, por se fazer acompanhar de parte da imprensa local o que demonstra a possibilidade de uma denúncia proposital. Dr. Darcy admite uma possível necessidade de um número maior de profissionais em decorrência de ter sido criada uma nova ala de contenção para tratamento dos pacientes portadores da KPC, necessidade que pegou o hospital de surpresa, mas que a unidade não poderia e nem pode negar o devido tratamento a eles mesmo não dispondo de um número adequado de profissionais para este fim, havendo a necessidade de adequações relativas a esta situação emergencial dividindo a equipe entre o novo isolamento e a unidade de terapia intensiva. 

O Superintendente do Hospital Regional de Itabaiana reconhece o importante papel do COREN e Sindicato da Classe, mas considerou o pronunciamento da presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe, doutora Maria Cláudia Tavares de Mattos, infeliz e inadequado quando equiparou o hospital de Itabaiana a um “hospital de guerra”. Para o Dr. Darcy, tal afirmação desrespeita um Hospital Público que presta Inegavelmente e indiscutivelmente, relevantes serviços ao povo de Itabaiana e toda a região do agreste, bem como a todos os profissionais que ali atuam. O médico lamenta a crítica agressiva ao sistema, conscientizando à presidente que também atua na área, a praticar atitudes que possam fortalecer esse trabalho e não desgastar o Sistema Único de Saúde gratuitamente, maculando a imagem de um trabalho sério que se realiza em uma unidade que já atendeu recentemente a 400 pacientes diariamente resolvendo 99% das enfermidades sem a necessidade de transferência para outras unidades, e essa superlotação segundo os dados estatísticos são em decorrência das falhas da atenção básica de saúde, e que por esse e outros motivos merece total respeito.

Dr. Darcy se diz pronto a aceitar e corrigir imediatamente qualquer falha apontada pelo COREN, salientando que esse é o papel do Conselho e lamenta que seus representantes não possuam essa percepção se deixando usar politicamente por pessoas que em nada acrescentam às atividades de saúde pública. O Médico finaliza afirmando que o objetivo do COREN é o mesmo objetivo da Fundação Hospitalar de Saúde e de todos os seus servidores que é prestar um serviço de saúde pública com eficiência e qualidade e para isso as sugestões e orientações são sempre bem vindas.

Unidade de Terapia Intensiva - UTI de Itabaiana





KPC CONTROLADA

Sobre a presença da KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) detectada em pacientes da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Itabaiana em dezembro do ano passado, Dr. Darcy garante que a situação está sob controle, porque após a interdição da UTI, foi criada uma área de contenção e isolamento onde estão sendo mantidos três pacientes, sendo que um deles está prestes a receber alta médica e os outros dois continuam em tratamento. O superintendente afirma que após a desinfecção da UTI, a mesma foi liberada para internamento com a oferta de um número de leitos menor por precaução, garantindo que a presença destes pacientes na unidade não ofereça risco aos demais pacientes ali tratados por estarem isolados e a bactéria só ser transmitida através do contato físico. 

Dr. Darcy acredita na possibilidade dos pacientes colonizados, terem adquirido a bactéria antes do internamento na unidade por estar mais suscetível a contaminação em decorrência de serem pessoas de idades avançadas, portadoras de doenças crônicas e estarem muito debilitadas, e por essa razão com seu sistema imunológico comprometido. Baseado nessa hipótese o hospital adota a partir de então, a medida de realizar exames preventivos em todos os pacientes que necessitam de internação na UTI, para detecção da bactéria e no caso de se constatar positivo ao invés de serem alojados na Unidade de Terapia Intensiva, serão encaminhados e tratados em uma área de contenção e isolamento específica.







Por: Eugenio Santana DRT/SE 628



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