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| Ex-Deputada Angélica Guimarães - PSC |
Juíza decreta a indisponibilidade dos
bens de Angélica Guimarães
A
juíza Fabiana Oliveira Bastos de Castro, da 18ª Vara Cível, decretou a
indisponibilidade dos bens da conselheira do Tribunal de Contas Angélica
Guimarães e da presidente do Centro Social de Assistência Serrana, Ana Kelly de
Jesus Andrade.
A
decisão atinge as aplicações e fundos de investimentos de ambas, no Brassil e
no exterior.
O
bloqueio das contas da conselheira é de R$ 1.500.000,00: "nos limites dos
valores destinados a sua quota parte das verbas de subvenção parlamentar, cujo
montante perfaz a quantia de R$ 1.5000,00 (um milhão e quinhentos mil
reais)".
A
decisão foi tomada atendendo a pedido do Ministério Público Estadual, em Ação
Civil Pública que pede que a conselheira "devolva" R$ 36 milhões e
pague indenização de R$ 7,5 milhões por dano causado ao Poder Legislativo, por
liberação "indevida" de subveções da Assembleia em 2014.
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| Documento publicado no NeNotícias |
Juíza volta atrás em decisão anterior
Na
terça-feira, 4, a juíza Fabiana Oliveira Bastos de Castro emitiu decisão
entendendo ser necessária a notificação prévia da ex-deputada e da presidente
da associação para o oferecimento de manifestação por escrito, que poderá ser
instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de 15 dias”. E hoje
decidiu acatar parcialmente o que propõe a ação.
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| Foto de Internet |
Bens
indisponibilizados pela Justiça
Na
decisão, a magistrada decretou a indisponibilidade das aplicações financeiras
existentes e fundos de investimentos de todo gênero no Brasil e no Exterior,
“ficando liberadas apenas os valores depositados em conta-salário, saldos de
caderneta de poupança ou em conta-corrente nas instituições financeiras
brasileiras, até o limite fixado em lei (40 salários mínimos), comprovadamente
necessário a manutenção das despesas ordinárias inerentes à sobrevivência”.
E
determina ”a indisponibilidade dos bens de Angélica Guimarães, nos limites dos valores destinados a sua
quota parte das verbas de subvenção parlamentar, cujo montante perfaz a quantia
de um milhão e 500 mil reais e de Ana
Kely de Jesus Andrade, no valor do montante por ela gerido, de 100 mil reais,
tendo em vista a existência de outras ações individuais, buscando o
ressarcimento dos valores”.
A
juíza determina ainda o bloqueio via Bacen Jud [instrumento de comunicação
eletrônica entre o Poder Judiciário e instituições financeiras bancárias, com
intermediação, gestão técnica e serviço de suporte a cargo do Banco Central];
bloqueio de veículos via Renajud [Restrições Judiciais sobre Veículos
Automotores e a realização de Infojud [Sistema de Informações do Judiciário].
Isso
além da expedição de ofícios aos cartórios de registro de imóveis comunicando a
indisponibilidade dos bens; a expedição de ofício à Corregedoria Geral de
Justiça do Tribunal do Estado de Sergipe e a expedição de ofício ao Banco
Central do Brasil, comunicando a indisponibilidade das aplicações financeiras,
para informar à 18ª Vara Cível acerca de eventuais saldos financeiros
existentes em contas de instituições financeiras localizadas no exterior. E
também intimou o Banese a informar se pretende integrar o polo ativo da
demanda.
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| Posse como Conselheira do TCE/SE |
Entendendo o caso
O
Ministério Público Estadual (MPE/SE), requereu em maio de 2015, a decretação da indisponibilidade dos bens da
ex-deputada e conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE), Angélica
Guimarães Marinho e de Ana Kelly de Jesus Andrade. Isso em virtude da apuração
de atos de improbidade administrativa no processo que apura irregularidades nas
verbas de subvenção distribuídas pela Assembleia Legislativa de Sergipe.
A
ação do Ministério Público Estadual [proposta pelos promotores Bruno Melo,
Jarbas Adelino, Maria Helena Lisboa e Henrique Ribeiro Cardoso] solicita o
bloqueio imediato de bens da atual conselheira do TCE, no valor de R$ 36
milhões, além do pagamento de danos morais coletivos no valor de R$ 7,5
milhões, além da perda da função pública, alegando a má aplicação de recursos
públicos, ou seja, “o valor de R$ 36 milhões teriam sido distribuídos
indevidamente”.
Distribuição de Valores
Na
decisão, a juíza cita que a Associação Comunitária Nossa Senhora de Desterro
[presidida pela mãe da então deputada] recebeu das verbas distribuídas por
Angélica Guimarães, R$ 580 mil; foi destinada para a Associação dos Moradores
Carentes de Moita Bonita, R$ 80 mil, sendo que no local funcionava um comitê
eleitoral para fazer campanha para o esposo, "Dr. Vanderbal"; para o
Centro Social de Assistência Serrana, foi destinado R$ 100 mil, mas não há
indicação de que ali funciona uma associação; para o Instituto Beneficente
Cidade Nova, foram R$ 100 mil; para a Associação dos Oficiais Militares da
Polícia Militar de Sergipe, foram R$ 800 mil, mesmo se tratando de entidade de
classe que não presta assistência social e para a Associação dos Moradores e
Amigos do bairro Nova Veneza, dois milhões e 300 mil reais, mesmo sem condições
de funcionamento.




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